Quando lá em 2011, estreou na televisão, a versão de “Games Of Thrones” pela HBO, não há como negar que algo único estava nascendo naquele momento. Embora explorasse elementos de fantasia, a série soube como ninguém explorar a natureza humana num cenário quase medieval.

Uma característica marcante da série (para ódio de alguns) é não ter medo de matar personagens queridos. Mas, infelizmente a série, como tudo que nos cerca, obedece a uma lei imutável: tudo que começa tem de acabar. E assim em 2019 o seriado chegará a seu fim, para tristeza de muitos. E agora surge um problemão: o que entrará em seu lugar?

Claro que a HBO já está se mexendo e já há em desenvolvimento alguns projetos com potencial de substituição. Porém o primeiro deles (mais avançado na produção) não tem estreia antes de 2020.

Mas cada um destes projetos já ‘nasce’ com o monumental desafio de igualar ou (quem dera) superar a insanamente popular e aclamada pela crítica série predecessora. O próprio Martin (escritor dos livros e da série GOT) propôs um projeto que funcionaria como uma espécie de spinoff, que já sairia com uma vantagem (em termos).

Mas parece que há um sério candidato a substituto de GOT: “The Witcher”, baseado nas novelas de fantasia e histórias curtas de Andrzej Sapkowski, cujos direitos estão com a Netflix.

As histórias giram em torno de Geralt de Rivia, um dos caçadores de monstros conhecidos como ‘Witchers’ cujos genes foram alterados quimicamente e misticamente para torná-los mais rápidos, mais fortes e melhor equipados para lutar com as mortais bestas que vagam pelo mundo medieval conhecido como o Continente. Na maioria das vezes, Geralt encontra-se no meio de conflitos que envolvem mais do que camponeses e ao mais monstruosos; ele encontra poderosas e lindíssimas feiticeiras, reis e rainhas coniventes com as feiticeiras em busca de maior poder e também princesas amaldiçoadas.

Já se pode notar, pela descrição das histórias, uma certa semelhança com Game of Thrones, não é mesmo?

Ambas as séries, são baseadas em  livros seriados populares de fantasia e que giram em torno de intrigas políticas e de natureza humana. As histórias de “Witcher”, por exemplo, são conhecidas por explorar o conceito de males menores e maiores, um tema que funciona em todo “Game of Thrones”.

Ambas as sagas apresentam muita magia e monstros, mas tendem a se concentrar em histórias que tem base em algum lugar ou fato  da realidade. Por exemplo, Martin foi inspirado por eventos históricos, como a Guerra das Rosas, enquanto Sapkowski baseava parte de seus contos nas ações da Igreja Católica na Europa durante a Reforma, bem como na mitologia eslava.

A favor de “Witcher” conta ainda o crescimento de sua base de fãs. Não só pela publicação dos livros na língua inglesa, mas também por causa da plataforma de jogos para videogames. A sequência de 2015: “The Witcher 3: The Wilder Hunt” vendeu mais de 10 milhões de cópias em todo mundo em seu primeiro ano!

A Netflix deu muito poucos detalhes sobre a produção da série. Tudo indica que estão evitando cometer erros que ocorreram na última tentativa de adaptação dos livros (não foi pela Netflix), para isto contrataram o próprio escritor como consultor criativo da série.

A nós, pobres fãs e telespectadores, resta apenas esperar para vermos a definição do elenco, qual a série de livros que será adaptada e quando poderemos ver o produto acabado….

Quem viver verá!